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Dias comuns - Capítulo II - Consultório do Dr. Morgan

  • 26 de ago. de 2016
  • 2 min de leitura

O som do alarme toca, despertando-me às seis horas da manhã, a casa está em silêncio e o vento frio passa pelas gretas da parede de madeira fazendo com que rangidos fiquem mais altos. Abro meu armário e pego uma blusa verde e uma calça jeans qualquer e as visto, pego meu passe de ônibus e ando até o banheiro onde lavo meu rosto, escovo meus dentes e arrumo meu cabelo, após isso dirijo-me até a porta de entrada onde havia esquecido um par de all-star preto todo sujo e velho, enquanto estou a caminho do ponto de ônibus vejo alguém me observando por entre algumas árvores mas o ignoro, afinal deve ser só a minha imaginação.

Pego o ônibus e vou rumo ao consultório do meu psicólogo, um lugar velho, com teias de aranha pelos cantos, meio empoeirado e cheio de livros e diplomas expostos nas paredes, um típico lugar de alguém que trabalha aqui por anos quase sempre sozinho. Enquanto Dr. Morgan não chega pego um dos seus livros da estante mais próxima e começo a folhá-lo, é um livro sobre as forças da mente, o livro até que é interessante mas, Dr. Morgan tem a capacidade de deixar esse lugar o mais estranho possível, bom, talvez por isso eu esteja aqui.

O Dr. Morgan aparenta tem uns cinquenta anos, ele me faz contar tudo o que aconteceu em um mês inteiro dia após dia, às vezes fico com vontade de fugir desse lugar, isso me causa calafrios, mas Dr. Morgan me impede de fazer qualquer coisa errada, até hoje não acho certo o fato da minha família achar que sempre precisei de um psicólogo, apesar de que pelo menos posso escapar daquele lugar um pouco, os adultos daquela casa me dão nos nervos. Só espero poder acabar logo essa consulta e passear um pouco, longe de casa, das pessoas, de tudo. Voltarei para casa o mais tarde possível e farei meus planos nesse tempo, ter que ouvir aqueles adultos resmungando não me faz nada bem.

Dr. Morgan sempre diz que é bom ter paciência, mas mal ele sabe que eu já passei várias noites da minha vida desesperado com as criaturas horríveis que aparecem nos meus sonhos, o fato de ele ser um psicólogo não quer dizer que tenho que ser obrigado a contar tudo á ele, exato, muitos dos meus segredos estão guardados comigo e ninguém nunca os soube, e, duvido muito que algum dia alguém irá descobri-los.


 
 
 

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